Dados Estatísticos - Mulheres que decidem Não Ter filhos
Número de mulheres que decidem não
ter filhos atinge o maior índice dos últimos dez anos.
(Dados Estatísticos publicados no site da CBN - Fonte: http://cbn.globoradio.globo.com - Publicado em: 16/07/2016)
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Quase 4 em cada 10 brasileiras não tem filhos. Esse é o maior índice desde 2004, segundo os dados mais recentes da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios, do IBGE.
Conforme a pesquisadora do Instituto, Izabel Marri, a maior vontade de estudar e trabalhar tem pesado na escolha.
"Geralmente a explicação da queda de fecundidade no Brasil vai transitar na chamada racionalidade econômica, ou seja, o custo benefício de ter filhos. Mas, além disso, também temos as mudanças culturais na sociedade. Estamos falando de um estilo de vida urbano, do maior nível de escolaridade, do acesso das mulheres ao mercado de trabalho e aos métodos contraceptivos"
O investimento na carreira em alguns momentos gera conflito com a maternidade, colaborando na decisão. Muitas vezes, o fim da idade fértil coincide, com a maturidade profissional. E aí, a medida da balança nem sempre é justa, como explica Raquel Marques, presidente da ONG Artemis, que atua na defesa dos direitos das mulheres.
"É muito oneroso para a mulher a maternidade. Você tem filho aos 20, 30 anos e essa é a hora que os homens estão sendo promovidos, fazendo pós-graduação... e aí elas (as mulheres que tiveram filho) certamente foram prejudicadas em relação a colegas, homens e mulheres, que não tiveram filhos".
O número de idosos no país é mais que o dobro que o número de crianças e jovens até 14 anos. O que vai impactar e muito na previdência. Conforme o pesquisador do IPEA, Rogério Nagamine, em pouco tempo vai ter menos gente trabalhando para manter quem já não está mais.
A solução para equilibrar o desejo de independência feminina e o futuro da população, segundo os especialistas ouvidos pela reportagem da CBN é incentivar quem quer ter filhos. Algo semelhante ao que já acontece em outros países, como Alemanha e Austrália, com licenças maternidade e paternidades maiores a até incentivos em dinheiro para os casais. A pesquisadora da Artemis, Raquel Marques acredita que esse seja o caminho do Brasil, mas um primeiro passo precisa ser dado: discutir as questões de gênero.


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